O DEBATE SOBRE A MANUTENÇÃO DA LÍNGUA PORTUGUESA NO TIMOR-LESTE: UMA ANÁLISE DO FUNCIONAMENTO DE IDEOLOGIAS LINGUÍSTICAS
Nome: DOMINGOS SOARES
Data de publicação: 24/02/2026
Banca:
| Nome |
Papel |
|---|---|
| GUSTAVO CÂNDIDO PINHEIRO | Examinador Externo |
| LUCIANO NOVAES VIDON | Examinador Interno |
| MARCO ANTONIO LIMA DO BONFIM | Presidente |
Resumo: Sabemos que a língua portuguesa é uma das línguas coloniais mais importantes no mundo,
falada em muitos países que constituem a comunidade lusófona. Com essa perspectiva,
buscamos aprofundar o conhecimento sobre a língua portuguesa e sua história no TimorLeste, sua herança cultural e as condições de sua permanência nesse país multilíngue, em
que muitos timorenses têm dificuldade de expressão em português. Desde a independência
da Indonésia em 2002, o português e o tétum são as línguas oficiais consagradas na
constituição da República Democrática de Timor-Leste, sendo o português a língua de
escolarização e da administração, mas durante o período de dominação indonésia, o
português tornou-se perseguido, como uma língua de resistência, acabando por ser pouco
conhecido por gerações. O objetivo deste trabalho é olhar para o contexto de ensinoaprendizagem no Timor, pois há muitos estudantes que não praticam a língua portuguesa na
sua vida quotidiana, mas apenas em sala de aula e na escrita. A partir do conceito de
ideologias linguísticas (Kroskrity, 2004), entendidas como crenças ou sentimentos sobre as
línguas, seus usos e seus mundos sociais, pretendemos analisar os discursos de alunos de
graduação do Timor, categorizando representações da língua portuguesa e de seus falantes.
Como resultado, pretendemos esclarecer como os alunos timorenses entendem o português
em suas vidas, já que o conhecimento da língua é socialmente prestigiado, inclusive pelos
órgãos de gestão educacional que normatizam o ensino no país. Observando as ideologias
linguísticas e representações da língua portuguesa das perspectivas dos alunos da graduação
em língua portuguesa, esperamos abordar os valores coloniais e lusófonos que permeiam a
gestão educacional no país e as visões que os alunos têm do próprio Timor-Leste no mundo.
