LÍNGUAS ESTRANGEIRAS E PESSOAS SURDAS: PERSPECTIVAS TRANSNACIONAIS DE UMA TERRAE INCOGNITAE

Nome: ENYA CAMPO DENADAI

Data de publicação: 13/03/2026
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
PEDRO HENRIQUE WITCHS Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
LUCIANA FERRARI DE OLIVEIRA FIOROT Examinador Interno
PEDRO HENRIQUE WITCHS Presidente
VIRGÍNIA MARIA ZILIO Examinador Externo

Resumo: A produção acadêmica brasileira sobre a relação entre línguas estrangeiras e
pessoas surdas tem posto em evidência o inglês e, em alguns poucos casos, o
espanhol. Considerando a necessidade de ampliar os horizontes sobre isso,
incluindo outras línguas tidas como estrangeiras em contextos que ultrapassam o
território nacional, objetiva-se, com esta dissertação, analisar a produção do
conhecimento que envolve relações entre línguas estrangeiras e pessoas surdas.
Nesse sentido, as perspectivas da linguística aplicada indisciplinar e dos estudos
surdos foram utilizadas de forma a guiar a fundamentação teórica deste trabalho.
Além disso, através de uma pesquisa bibliográfica, uma busca por produções
acadêmicas e científicas internacionais foi desenvolvida. Ao todo, por meio de
ferramentas de busca on-line, foram selecionadas 30 produções, dentre artigos
científicos, trabalhos acadêmicos (teses e dissertações) e capítulos de livro,
compreendidas entre 1995 e 2023. Os resultados da pesquisa revelam que os
países que concentram a maior produção do conhecimento sobre pessoas surdas e
línguas estrangeiras são Itália e Hungria. Ademais, dentre os contextos
educacionais, evidenciou-se que as instituições de ensino superior são os espaços
mais frequentes nos quais pessoas surdas aprendem línguas estrangeiras. Também
foi possível identificar que as tendências no ensino de línguas estrangeiras têm
apresentado foco em práticas centradas na leitura e escrita de línguas vocais,
enquanto práticas centradas no ensino de línguas de sinais estrangeiras ainda têm
sido pouco discutidas. No que tange a tradução e interpretação para pessoas
surdas estrangeiras, os sinais internacionais e as línguas de sinais foram
identificados como as estratégias mais mencionadas na comunicação com esses
sujeitos. Acerca da situação de imigrantes e refugiados, alguns países possuem
programas específicos para esses indivíduos, onde são disponibilizados cursos para
o ensino da língua local, além de outras orientações sobre a sociedade e cultura do
país que recebe esses estrangeiros. Por fim, com base no conhecimento construído
ao longo desta dissertação, foi possível elaborar um documento orientador para
auxiliar professores que se encontram diante da tarefa de ensinar uma língua
estrangeira para um aluno surdo. Embora essas orientações preliminares não
tenham como intuito solucionar todos os desafios que esse cenário educacional
apresenta, elas podem ser um ponto de partida. Desse modo, a dissertação
contribui tanto para os estudos em linguística aplicada que articulam educação em
línguas estrangeiras e educação de surdos, quanto para subsidiar práticas de
educação linguística com pessoas surdas.

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