Informação, entretenimento e capixabismo: a variação na expressão de primeira pessoa do plural
Nome: RENATA ALVES BATISTA
Data de publicação: 29/10/2024
Banca:
| Nome |
Papel |
|---|---|
| LEILA MARIA TESCH | Presidente |
| LUDIMILLA RUPF BENINCÁ | Examinador Externo |
| MARIA MARTA PEREIRA SCHERRE | Examinador Interno |
Resumo: Esta pesquisa tem como objetivo investigar a variação na expressão de primeira pessoa do
plural na fala dos atores sociais que compõem o telejornal local Boa Noite Espírito Santo e o
programa de entretenimento Em Movimento, ambos transmitidos pela emissora TV Gazeta.
Ao adotar os pressupostos teórico-metodológicos da Teoria da Variação e Mudança
Linguística (Labov, 2008[1972]), que se fundamenta na língua em uso e que a variação e
mudança são influenciadas por fatores linguísticos e sociais, o estudo busca compreender
como se dá o processo de variação linguística na mídia local. O corpus é composto por trinta
edições dos programas Boa Noite ES e Em Movimento, transcritas por meio da plataforma
on-line Dovetail (Humphrey; Ayers, 2017). Visando realizar o tratamento estatístico dos
dados, utilizou-se o programa estatístico GoldVarb X (Sankoff; Tagliamonte; Smith, 2005).
Quanto aos condicionadores selecionados para a análise do uso de a gente, foram observados
os fatores tópico discursivo, tempo verbal, função sintática, sequência discursiva, papel social,
sexo/gênero e programa televisivo. Os resultados obtidos na análise demonstram que, em
termos gerais, os fatores função sintática, tempo verbal, tópico discursivo, papel social e
sexo/gênero são os que desempenham maior influência acerca da alternância entre nós e a
gente. Além da análise geral dos dados, realizamos também a análise individual de cada um
dos programas televisivos que compõem o corpus da pesquisa. Ao analisarmos os 1412 dados
coletados, foi verificado o progresso na aplicação da forma inovadora, uma vez que os
falantes dos programas locais tendem a utilizar a forma a gente em 67,2% dos casos, enquanto
o pronome nós e a desinência -mos foram empregados em 32,8% das ocorrências analisadas.
