Internacionalização e multilinguismo: uma proposta de política linguística para as universidades federais

Nome: Felipe Furtado Guimarães
Tipo: Tese de doutorado
Data de publicação: 21/05/2020
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Kyria Rebeca Neiva de Lima Finardi Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Ana Sevilla-Pavon Examinador Externo
Daniel de Mello Ferraz Examinador Interno
Janayna Bertollo Cozer Casotti Examinador Interno
Kyria Rebeca Neiva de Lima Finardi Orientador
Luciano Novaes Vidon Suplente Interno
Renata Archanjo Suplente Externo
Telma Nunes Gimenez Examinador Externo

Resumo: O objetivo desta pesquisa é apresentar uma proposta de política linguística (PL) institucional
para auxiliar o processo de internacionalização em universidades federais, considerando
aspectos multilíngues. A metodologia adotada incluiu aspectos qualitativos e quantitativos,
usando procedimentos de pesquisa bibliográfica, documental, análise de conteúdo e
instrumentos de produção de dados como questionários, tendo como amostra universidades
federais brasileiras. A metodologia do desenvolvimento foi usada para construir uma proposta
de PL institucional para auxiliar o processo de internacionalização das universidades federais
em uma perspectiva multilíngue. A motivação/justificativa da pesquisa está no desalinhamento
observado entre políticas de internacionalização e políticas linguísticas, tendo em vista o
processo incipiente de internacionalização das universidades federais brasileiras, que
segundo alguns autores (por exemplo, PROLO; VIEIRA, 2017; LIMA; MARANHÃO, 2009) é
reativo e passivo. Outra questão que motivou esta pesquisa e que deriva da anterior é a falta
de políticas linguísticas multilíngues alinhadas a políticas de internacionalização. O referencial
teórico incluiu conceitos de capital cultural e linguístico (Bourdieu), globalização e
multilinguismo (Blommaert) e superdiversidade (Vertovec). Os resultados indicam que nem
todas as universidades federais brasileiras possuem uma PL formalizada e, quando ela existe,
muitas vezes ela não está conectada aos planos de internacionalização da instituição. Além
disso, a análise dos dados mostrou: textos de PL têm variada extensão e configuração, sendo
redigidos principalmente para atender a decisões governamentais; algumas línguas têm sido
favorecidas na internacionalização (principalmente inglês e português como língua
estrangeira), em especial como línguas de pesquisa e de instrução; indícios de uma
internacionalização passiva e falta de participação dos diversos atores no
planejamento/implementação de PL. Considerando o papel das línguas para a
internacionalização, a proposta de PL multilíngue apresentada aqui procurou atender à
pergunta de pesquisa de como uma proposta de política linguística, com uma perspectiva
multilíngue, pode apoiar o processo de internacionalização das universidades federais
brasileiras, contemplando o uso das línguas em seis dimensões, a saber: as línguas de
admissão; o ensino de línguas; as línguas de instrução; as línguas de pesquisa; as línguas
de administração; e as línguas de comunicação externa. Além disso, a proposta de PL
considera aspectos como: crenças e práticas; aspectos legais e atores; finalidades e efeitos
esperados; usos e usuários; forma e função; seleção e implementação. Nesse sentido, a
proposta de PL criada representa uma contribuição relevante para a revisão e/ou proposição
de políticas linguísticas institucionais no contexto das universidades federais brasileiras.
Palavras-chave: Internacionalização. Multilinguismo. Políticas linguísticas.

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