Discursos, literaturas e saberes situados: quando fala o sujeito subalternizado

Resumo: A partir da retomada de teorias enunciativas, discursivas, estéticas e filosóficas – com ênfase na arqueogenealogia de Michel Foucault – que fomentaram as noções de enunciação, lugar de enunciação e sujeito de enunciação, pretende-se ler os discursos que se produzem a partir de lugares de fala periferizados, seja na produção cultural considerada não canônica (literatura marginal, afro-brasileira, cinema negro, produção cultural surda, esquizo etc.) ou em outros espaços discursivos de resistência (movimentos sociais, redes periféricas de conhecimento etc.), no sentido de analisar regularidades e estratégias na expressão de perspectivas contra-hegemônicas face às vocalizações dominantes. O caso da literatura afro-brasileira é exemplar na persistência de inscrição de vozes marcadas pela exclusão do espaço dialógico, a que a sociedade brasileira tradicionalmente nega uma escuta ética e estética, podendo ser tomado como espaço de fala privilegiado para se analisar questões de enunciação, pertencimento e subjetivação em perspectiva anti-racista e crítica. Os objetivos e resultados deste Projeto devem se somar ás atividades do Núcleo Literatura e voz subalterna (CNPq/UFES) e do Projeto de Extensão CineNegrada – Cineclube Negro Capixaba (DLL/PROEX, 2014-2015), na consolidação de uma prática acadêmica sensível às necessidades da sociedade em que nos inserimos.

Data de início: 2015-05-08
Prazo (meses): 48

Participantes:

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Coordenador Júlia Maria Costa de Almeida
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