O Processo de (re) Construção de Objetos de Discurso em Esquetes do Coletivo Criativo "Porta dos Fundos"

Nome: Dean Guilherme Gonçalves Lima
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 12/06/2017
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Rivaldo Capistrano de Souza Junior Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Janayna Bertollo Cozer Casotti Suplente Interno
Maria da Penha Pereira Lins Examinador Interno
Paulo Roberto Sodré Suplente Externo
Rivaldo Capistrano de Souza Junior Orientador
Vanda Maria da Silva Elias Examinador Externo

Resumo: Este trabalho busca descrever e analisar, na perspectiva sócio-histórica de Bakhtin e de seu Círculo (1988, 2003, 2008) e de Marcuschi (2008), a organização e funcionalidade do gênero discursivo esquete, especialmente os elaborados pelo criativo humorístico “Porta dos Fundos”. Além disso, propõe-se a investigar, considerando a imbricação de elementos verbais e imagéticos presentes nesse gênero, como se efetiva o processo de construção e reconstrução de objetos de discurso, bem como averiguar o papel de processos referenciais para a produção do humor. Para isso, busca princípios teórico-metodológicos nos trabalhos de Mondada e Dubois (2003), Apothéloz e Reichler-Béguelin ([1995] 2003, 1999), Conte ([1996] 2003), Koch (2003, 2004, 2009), Cavalcante (2003, 2004, 2011, 2012, 2015), Lima (2009), Ciulla (2008), Costa (2007), Leite (2007a), Tavares (2003), Raskin (1985), Raskin e Attardo (1991), Lins (2015), Lins e Gonçalves (2013), Tafarello (2014), Travaglia (2015) e Possenti (1998, 2015). O corpus do trabalho é constituído por seis esquetes que abordam temas tabus como sexo, prostituição e homoafetividade. A escolha do tema justifica-se devido à relevância de trabalhos que busquem caracterizar o gênero esquete e à necessidade de investigação de processos referenciais em textos multissemióticos. O que pode ser observado, neste estudo, é a não exclusividade do elemento verbal na (re)elaboração dos objetos de discurso. Para a produção do humor, os signos linguísticos e imagéticos, atuam, sem que um se sobreponha ao outro, (re)laborando os referentes.
Palavras-chave: gênero esquete humorística; referenciação; multimodalidade.

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